domingo, 9 de janeiro de 2011

Sábio é o jardineiro



A Rosa não era mais a mesma. Suas pétalas murcharam e secaram, nem de longe lembrando a vivacidade rubra que outrora agraciava os olhos de quem frequentava aquele jardim. Tudo aconteceu por culpa do Espinho, que de tantos ciúmes, feria a todos que ousassem se aproximar de sua protegida. Sufocada, a Rosa tomou a mais difícil das decisões. O Espinho em sua agudez, não hesitou em acatar seu desejo, pois com a Rosa não se discute. A Rosa encontrou uma nova morada e era visitada por muitos, que a cheiravam e a acariciavam. Mas um dia a repousaram em um vaso com água. Não era mais a Rosa do jardim. Tornou-se um doze avos de um enfeite provisório de um egocentrismo qualquer. Feneceu e encontrou nas páginas de um livro sua morada eterna.
- Não se separa uma Rosa de seu Espinho.
Já dizia o Jardineiro.